domingo, agosto 28, 2005

Colóquio Subversivo

“Foi-se o tempo que o mundo caminhava para a paz e as guerras iriam acabar, a paz prevalecer e essas baboseiras todas. A discórdia está presente em casa sorriso, cada olhar, cada gesto e cada omissão. Vivemos disputando tudo, buscando o poder, reconhecimento em detrimento da vida alheia.”

Isso é real.

Não.

Meu Deus, a que ponto chegamos?
Ou a qual vamos chegar?

Eles nos fazem picadinhos e nos jogam no chão, pisoteiam, riem e ainda roubam aquilo que temos no bolso. Sempre foi assim, e parece que não adianta rezar, sempre será.

Não, estás errado, devemos ser otimistas!

Otimismo. Do que adianta, pense bem.
Mas que vida é essa?

Somos capazes.

Você que pensa.

Não vou me redimir a isso, se acha que é o que vou fazer.

Tá bom.



sexta-feira, agosto 19, 2005

Novo

O fato é que cheguei aqui e cá estou pronto para começar de novo, ser outro, ser novo.
Não interessa a opinião do indivíduo a olhar pela sacada,
Pois nada me impede de ser o que sou
Marcas aparecem, sonhos vão e voltam.
Esses sonhos são distantes, mas continuam à minha vista.
Distância é essa que me degenerou, me dilacerou.
Não via mais a esperança, as pessoas, a vida.
Meu amor descera como num orifício no chão, a sugar a água da chuva.
Pensamentos pessimistas eram os que dominavam a mente.
Nada no mundo me traria o que tinha ou o que queria?
Onde estaria a fé?
A vida muda, o que há de novo é que nos impressiona.
Mas o luar está todo dia nos céus
E a cada novo luar, ganho forças e a esperança que um dia desapareceram.
Palavras, olhos, cabelo, roupa, livro.
Tudo fica mais sereno quando existe o que ver.
A beleza da natureza refletida na cor rubra dos lábios... puros.
Permaneço vivo e vivo posso sentir o que sentia
Como se aquilo nunca tivesse existido
Como se aquilo para mim fosse... novo.