sexta-feira, outubro 27, 2006

Pedras no caminho

Puta que pariu. A gente tem que aturar umas coisas que chega a dar dó de nós mesmos. Ver debate na TV é de chorar de pena. De nós. E verificar que somos e sempre seremos enganados pela lábia, como tantas vezes somos em nosso cotidiano. O mundo é assim porque querem. Agora eles querem bombas zunindo e matando gente? Terão. Gente pagando imposto de graça? Terão.
Tô cansado. Pensei em me filiar num partido política pra lutar contra as injustiças mas acho que não adianta. E é por isso que estamos assim. A descrença por mudanças atinge qualquer um. Não tô aqui pra falar bem de Alckmin, Lula, Serginho, Frossard. Todos são a mesma coisa, a perpetuação da espécie, o ser humano corrompido. É triste pra nós assistirmos o lengalenga diário, as hipocrisias. Tudo em vão. E quem toma lá, quem?? É você, meu filho.

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Eleição à vista, e eu nem aí pra essa trambiquice. A democracia tá aí e nada muda. Só mudam os preços.

Foda-se. Tô desiludido.

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Que maravilha! Ainda existi alguma coisa nesse planeta que presta!
Rolling Stone!!!
A revista de rock mais famosa, polêmica e o escambau tá aqui no Brasil. E com muita informação decente!
Se continuar assim tem tudo pra ser a revistinha dos indies descolados e dos jornalistas culturais.



Em vez de haver montagens da revista Caras em seus álbuns, os indies famosos de orkut farão montagens com o logotipo da Rolling Stone: "A mais nova celebridade de orkut do momento!"

Beleza.

E o verbo qual é?? F*!

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E a paciência ó...

sexta-feira, outubro 06, 2006

Composições vitalícias

Uma música pode te lembrar de muitas coisas. Agitações, guitarras distorcidas. Melodias únicas.
Sua infância, sua juventude, sua velhice.

Música. Ela te distrai. Ela te fascina. Ela te conquista. Ela não te decepciona. Na verdade viver sem música seria tão monótono. Não sei como os antigos viviam, sem iPods pra se ouvir enquanto se caminha na rua. Sem aquela seleção de músicas favoritas!

Aquela música que tá te marcando no momento. Aquela música que te lembra aquela ocasião ou aquela pessoa. A daquele show inesquecível. Do namoro antigo.

Antigas músicas. Na infância, xuxas e maras e tvs colosso... Adolescência com os reds hots chilli peppers, os guns n´s roses, os nirvanas e linkin parks da vida. A maturidade com os beatles, chicos buarques, caetanos e queens.

Preconceitos. Na música nós temos, como em muitas outras coisas, enrustidos ou não.
Funk não! Pagode não! Axé (ou micareta pros íntimos) não!

Opa, Bahia! Sua música, diversidade, alegria contagiante! O berço do carnaval.
Terra de Tom Zé, Caetano, Gil, Bethânia... hmm... Asa de Águia, Chiclete com Banana, tchans.

Ao longo da vida a gente descobri vários caminhos. Músicas vão, músicas voltam. Contagiam, lembram!
O cérebro já associa as primeiras notas musicais à sua lembrança mais marcante.
A nostalgia brilha.

Não existe músicas novas e sim músicas que não conhecemos. Quando as conhecemos elas se instalam naquele tempo e, com este passando, não saem mais dele. Estática.

Como uma pintura, uma escultura, uma fotografia. Ela se mexe e te mexe com o tempo. Mas pára e dá lugar a outra. Como as vidas. Porém, imortal.

Materna, eterna, terna...