sábado, fevereiro 24, 2007

O velho Oscar



Uma das grandes invenções culturais do século XIX, sem dúvida, foi o cinema. A indústria hoje que movimenta bilhões a rodo já teve seus primórdios nos idos dos 1800, conquistando o mundo logo no século posterior. Já tá na veia da classe média ir ao cinema por diversão, pra curtir o "findi". E as adaptações das produtoras e exibidoras foram grandes, o que dá pra perceber ao ver o lixo que se tornou a maioria dos filmes mainstream.
A aproximação do Oscar, sempre nostálgico, só nos faz relembrar dos bons tempos do cinema, ou dos filmes bons que passaram por ali de alguma forma. Burocrático, conservador e plenamente controlado pela indústria, o Oscar já não tem a importância de outrora e outros festivais ganham maior notoriedade no quesito qualidade dos filmes selecionados.
Bom, amanhã você liga na Globo e vê o José Wilker se gabando ou se manda pra TNT ver o Rubens Ewald Filho se gabando (intelectual em crise de meia idade é foda). Agora, fora os apresentadores tupiniquins, terá que aguentar também Beyoncé (será mais do mesmo de novo?) e as piadinhas tipicamente americanas do apresentador palhaço da vez.

*

Outro Oscar que tá dando o que falar (e mais velho que o norte-americano) é o Niemeyer. Prestes a completar 100 anos em 2007, o velhinho não cansa de trabalhar em seus "rabiscos" que viram grandes monumentos. E o cara chegou a fazer um projeto pra construção do Maracanã! Haja longevidade! Sua importância é factual e sua popularidade crescente, tanto nos meios de comunicação como dentro da própria arquitetura. E a gente, leigos em arquitetura, só lembra de Brasília, Brasília (uma sina!), ou quem sabe o Museu de Arte Contemporânea lá de Niterói, de fácil lembrança pra nós, fluminenses.

Museu de Arte Contemporânea, em Niterói.
Oscar "Corleone" Niemeyer