quarta-feira, setembro 28, 2005

Tô ficando louco.

Devido a baixa audiência desse blog declaro que este será o último post. Sim, último post, o derradeiro final.
O mundo real está sendo invadido pela internet dentro da minha cabeça. Daqui a algum tempo não vou mais distigüir o real do virtual. Ela me atormenta, não me deixa estudar e tem um monte de baboseira. Mas é a maior dádiva por ter todas as músicas possíveis! Ah, o mp3... O dono do Napster foi um gênio de ter iniciado essa nova era e nós (consumidores, claro) somos privilegiados de termos esse mundo imenso do mp3.
Certamente ela é a culpada do meu declínio nas notas. O mundo sem internet devia ser bem mais interessante. Ela pode ter as suas vantagens mas nos tira outras vantagem. Um encontro com os amigos em algum lugar é muito mais interessante que um no bate-papo do MSN.
Quero estudar, quero ir pra uma faculdade, quero me livrar de física de uma vez por todas. Não agüento mais essas matérias desinteressantes que só nos ferram e deixam nossa auto estima submersa no arrependimento de não ter estudado. Não sei quem devia mudar, o mundo ou eu... Acho que o segundo é o que precisa no momento, até porque é o mais fácil de mudar (hahaha).
Portanto tentarei estudar (o uso do verbo tentar com o estudar geralmente não traz muitos resultados) e ver no que dá.

Por conta da minha revolta vou postergar o término deste humilde blog.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Meu Deus, os Beatles!

Na minha pequena vida de 18 anos, vejo que já se passaram mais de 2 anos desde que comecei a gostar de Beatles, a muitas vezes intitulada maior banda de todos os tempos. Passou rápido, as músicas ficam na cabeça, você pensa que enjoou mas já está ouvindo amarradão o Rubber Soul ou o Revolver ou seja lá qual for o álbum. Eles foram e sempre serão a maior referência do pop-rock, do bom e velho rock ao mesmo tempo de qualidade e com apelo popular.
Lembro-me da primeira vez que os ouvi por conta própria, sem ser por intermédio do meu pai. Foi na sétima série, o livro de história contava um fato curioso: o fóssil mais velho de mulher tinha sido encontrado em 67, por alguns arqueólogos. No meio do processo, havia um rádio o qual tocava Lucy in the Sky with Diamonds repetidas vezes, ininterruptamente. Os caras então colocaram o nome do esqueleto da mulher de Lucy. Isso me bateu a curiosidade: "Já que meu pai sempre escutou Beatles, com certeza devo conhecer essa música." Consegui por sorte no Kazaa e fui ouvir, na esperança de escutar um rock iê-iê-iê bem conhecido. Bem, aquela música lenta, aquela voz arrastada, aquele refrão meio esquisito. Esse não era os Beatles que eu conhecia! Que música estranha, pensei. Ao mesmo tempo que achei estranho, me pareceu até divertida, em que sentido não sei. Fato é que a primeira música que ouvi por livre e espontânea vontade dos Beatles foi "Lucy in the Sky...", faixa do disco mais estranho deles, o Sgt. Peppers. Belo começo!

sábado, setembro 10, 2005

Velhinha de parar o trânsito

Ela vem, atravessa na faixa de pedestre mas o sinal já abriu. Seus
passos lentos não deixam os carros andarem, formando um belo
engarrafamento. Todos no volante a espera de sua passagem. Aproximo
da faixa, aproveito que o sinal está aberto mas não há carros em
movimento graças a ela, e atravesso. Realmente a velhinha parou o
trânsito.

domingo, setembro 04, 2005

QUANDO A VIDA E A ARTE CAMINHAM JUNTAS

A mídia é invadida hoje por inúmeras bandas que se dizem fazer rock, punk, e o que for, mas quando vista a qualidade musical desses tais grupos nos deparamos com uma ninhada de músicas insossas e de pouca originalidade.
Na verdade, o fato de tais bandas estarem tão evidentes na mídia se deve ao fato da rapidez que é vendido e de uma garantia maior de que não irão fracassar nas vendas. Quando se há um trabalho menos "comum" logo se torce o nariz no primeiro momento, e esse é um dos grandes medos de gravadoras: o inovador. Muitas vezes esse inovador pode não vir a ser um sucesso, o que é o bastante para o não lançamento de uma forma mais evidente.
Tá aí 3 caras que fazem (ou faziam) um rock honesto e de boa qualidade. Dois deles morreram e um quase se afundou nas drogas... Pra ver como é a vida...


John Frusciante
Esse cara aí é o guitarrista do Red Hot Chilli Peppers. Calma! Ele não faz aquele pop-funk-rock dos pimentinhas, muito pelo contrário. Depois que saiu RHCP, fez uma curta carreira solo e apesar da volta ao grupo em 99, continuou a lançar discos paralelamente. Virou um dependente de droga e simplesmente se isolou do mundo, apenas a companhia dos entorpecentes. Lançou discos obscuros nessa época negra, discos dos quais são totalmente, digamos, toscos. Mas, como toda história de final feliz, se livrou do vício e hoje vive uma vida saudável. O que é bom, pois agora pode fazer bons discos em sã consciência e até pegar inspiração daquela época. É o que ele faz. Fala de morte, arrependimento, renega seu passado. Tudo num bom rock.
Se está a fim de ouvir música legal, sem grandes pretensões, recomendo.
Disco Recomendado: Shadows Collide With People


Jeff Buckley
Começou a carreira em 94, com Grace, cd que inspirou até Thom Yorke e seu Radiohead, só ouvir a melancolia dos vocais de ambos. Aquela época, auge do Britpop, com Blur, Oasis, Radiohead, Portishead e muitas outros nomes de peso surgindo, esse cara lançava um cd quase que religioso, com vocais ora meio líricos, ora desesperados. Passava bastante emoção no cantar e deixava transparecer que aqui não era o mundo dele, queria fugir, sair desse inferno que é a Terra.
Tanto é que foi encontrado morto numa piscina em 97, no auge, e com um segundo disco interminado. Triste. Poderia ter lançado bons trabalhos. Mas seu tempo havia terminado.
Deixa aqui o que melhor fez.
Disco Recomendado: Grace


Elliot Smith
Esse americano, pouco conhecido fora do meio alternativo, lançou alguns álbuns bastante cultuados. Dono de um estilo leve, calmo, mas com uma levada rock, Elliot começou seguindo um estilo lo-fi. Fato que não ocorreu alguns discos depois. Ele mesmo afirmou que só fazia lo-fi por não ter recursos disponíveis. Seus últimos trabalhos demonstram uma maior preocupação com os arranjos, vocais e limpeza do som.
Foi indicado ao Oscar por uma música feita para um filme do Gus Van Sant (não ganhou, óbvio, e quem ficou com a estatueta foi Celine Dion com o tema do Titanic, óbvio). Seu sucesso entre os indies o fez como um porta-voz da sua geração, fato que nada o agradava (como muitos astros, essa vida de celebridade não era bem vista).
Seu suposto suicídio fez confirmar o que já precedia em suas letras, algumas até explicitando tal ato. Foi lançado um disco póstumo um ano após a sua morte.
Quando falavam que fazia música triste dizia: "mas faz-me tão feliz tocá-las!"

Disco Recomendado: XO