quarta-feira, outubro 26, 2005

Claro, o festival

Ainda no clima do ótimo Tim Festival, já apareço com as primeiras viagens em relação ao próximo festival de bandas estrangeiras aqui no Brasil: o Claro que é Rock. Apesar de ser na Cidade do Rock, os shows prometem! A banda mais emocionante de todas, Flaming Lips, vai fazer muita gente chorar, pular, se emocionar e o escambau. O último álbum deles, Yoshimi Battles the Pink Robots , é uma obra-prima do rock dos últimos anos. Enquanto o novo disco não chega, a gente fica com o repertório dessa maravilha de cd. E vem filme (!) por aí também (isso me lembra os anos 60, Beatles, Monkees, Roberto Carlos e muitos artistas populares se arriscando na tela do cinema) que é uma viagem só, o que não é de se espantar.
Outra bandona é Stooges. Mas Stooges, eu não conheço nada de Stooges! Pois é, com Iggy Pop nos vocais já vale o ingresso, o cara deve ter uns 60 anos e esbanja jovialidade. Um Mick Jagger mais alternativo. As bandas brasileiras, Nação Zumbi e Cachorro Grande, são um belo atrativo nacional, com o rock mangue e o sessentista, respectivamente. Suicidal Tendencies e Nine Inch Nails não conheço, então não posso opinar, mas taí a dica para as próximas músicas a serem baixadas. Sonic Youth, já consagrada, apesar de não ter muito conhecimento (ouvi poucas músicas) respeito-a e é umas das atrações que pretendo observar melhor assistindo. Good Charlotte, meio que um peixe fora d'água, fecha a escalação. Me parece que eles só vieram para garantir uma maior quantidade de público, já que essa onda de emo faz tanto sucesso aqui no Brasil hoje. Já tô vendo as garrafinhas de água mineral se dirigindo ao palco.



Ficou faltando as bandas indepententes da primeira fase do festival. Moptop, ganhadora no Rio, cópia brazuca dos Strokes, mas agradável, além de outras de diferentes estados onde o festival passou na época dos shows do Placebo. Elas só vão tocar em São Paulo. Mas a verdade é que ninguém ia ligar por estarem esperando mesmo seus ídolos, assim como ocorreu no show do Placebo.
O festival promete, ninguém pode perder e, olhando de uma maneira geral para as bandas, a maioria tem alguma coisa a dizer. Espero não ser pisoteado.

segunda-feira, outubro 17, 2005

O buraco é mais embaixo

Referendo 2006 - Proibir ou não a venda de inseticidas no Brasil??

Argumentos do "Sim": os inseticidas são perigosos, podem causar acidentes em casa com crianças e tiram vidas (insetos).

Argumentos do "Não": temos direitos de nos defender dos insetos que não têm piedade de nós.

Blá blá blá...

Não agüento mais referendo... será que o país vai melhorar mesmo com essa escolha? Será que é aí a raiz do problema? Em tempos de corrupção os governantes nos dão a responsabilidade de decidirmos o nosso futuro (literalmente, vidas estão em jogo com esses votos), mas... será que estamos aptos pra decidir tal questão? Por que jogar a responsabilidade da violência pra nós resolvermos se ela está muito mais ligada a falta de ensino, a miséria, a má distribuição de renda e todos os demais problemas que estamos cansados de saber?
Acho que não vai dar em nada, independente de quem ganhar. Pode ser que melhore, pode. Pode ser que piore, pode. O fato é que depois dessa ampla discussão, muita gente que nunca sonhou em ter arma vai comprar uma incentivada com tal debate.
A gente tá querendo cavar buraco numa bacia cheia d'água.

sábado, outubro 08, 2005

Ratinho Deco e sua família em:

Mamá

Na casarão onde Maria morava havia uma família de ratinhos. Eles passavam um tempo por lá, normalmente nas férias ou em tempos que tinha que estar por ali. Maria nunca percebeu a presença deles, só
uma vez, mas logo achou que se tratava de sua tartaruga, a Sofia.
Deco era o irmão do meio entre os 6 ratinhos (mais precisamente o 4º). Era o mais inteligente e sensato. O restante era tão bobo que dava a impressão de que Deco foi adotado. Deco sempre desconfiou, numa família de ratos cinzas ele era o único marrom. Deco vivia com isso na cabeça, mas não tinha coragem de comentar com ninguém, preferia apenas supor. Seus irmãos chamavam-se: Santos, Tetéia, Mamá, Silvia e Totonho. Seus pais eram o Seu Zé-zeca e Dona Bica-D'água.
Um belo dia, num período de férias da família, Mamá estava em cima da pia do banheiro a olhar, escondida atrás da toalha, as pessoas irem e virem. O ratinho serelepe Totonho logo a avisa:
-Cuidado, o "homi" vai te pegar.
-Que "homi" o que! Ninguém sabe que a gente fica aqui babaca. -respondia brava.
-Hahaha! Sua bu-bu-burra. Te dana aí! -respondia Totonho com sua habitual gagueira.
-Vai contar o Jerry, seu mané!
Totonho ia sorrindo a beça de sua irmã, adorava deixá-la brava. Seu conselho era visto como asneira, ele nunca contava a verdade. Mentiroso nato. Porém, quando Mamá estava a sair do banheiro por todos da casa já terem feito suas necessidades, aparece um homem, com o rosto totalmente mascarado, a entrar no local. Mamá rapidamente volta ao seu esconderijo, mas percebe que ele não se dirigia ao vaso e sim a toalha a qual estava escondida! Mamá se desespera e pula da pia. O homem, visivelmente flexível, se joga e pega Mamá com as duas mãos. Ela não conseguia sair daquelas mãos enluvadas, mesmo se debatendo o quanto podia. Mamá só pôde ver a água envolta de azulejo do vaso se aproximando. Escuta o barulho da descarga e... Tudo preto.
A família não soube o que aconteceu com Mamá, apenas Totonho, mas ninguém acreditava.

Continua...



Na época dos avós.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Uerj por um dia

Fui fazer a prova da Uerj ontem, domingo. Acordei cedo (7h) e cheguei por lá umas 8h em ponto (a rapidez impera em mim de manhã...). Um amontoado de gente que nunca vi. Não estava nervoso com a prova por saber que aquilo tudo não passava de teste pra mim. Na verdade, um dos meus objetivos nessa prova era me dar mal e tentar melhorar a partir dessa frustação. Agora, qual frustação nos incentiva a alguma coisa? Se fosse assim o mundo estaria melhor...
Finalmente subo a Uerj (minha prova era no nono andar) de elevador, claro, e vou a procura da minha sala. Antes disso vou ao banheiro. Me deparo, quando estava secando minhas mãos, com uma garota entrando no banheiro (!) e se a vida fosse como numa revista em quadrinhos apareceria vários pontos de interrogação na minha cabeça naquele momento. Será que eu que tinha entrado no banheiro errado? Lógico que não, ela que tinha entrado errado. Balbuciou um "ops!" e foi embora. Foi bom pra descontrair. Deve ter sido o nervosismo, por isso que não vou tentar Direito (hahaha... Nota: não é por isso que não vou tentar Direito, eu detesto, mas é para não perder a piada).
Minha sala era a 9062, fica a esquerda de quem vem pela rampa. Entro, estava meio vazia, me surpreendeu pelo tamanho, logo antes de entrar achava que era grande mas era pequena, cabendo apenas cinco fileiras. Na hora da entrega do cartão eu tinha que dar a carteira de identidade também, aquela coisa totalmente destruída pela máquina de lavar que eu tenho a cara-de-pau de ainda usar. Pelo menos a foto ainda é nítida e a velhinha boa praça não chiou tanto. De repente, logo depois das provas estarem na mesa, vem aquela sirene interminável avisando que podia começar a prova, mas em contrapartida ela não deixava a gente começar porque, como já disse, não acabava nunca! Fora que o leigo aqui só foi perceber que tal sirene avisava o início da prova quando viu as pessoas abrindo o caderno de questões.
O tempo passou rápido, não percebi, e quando a velhinha disse: "Já são 12:25h.", minha traqüilidade em relação ao tempo foi por água abaixo: "Meu Deus, não comecei a marcar o cartão resposta ainda, será que vai dar tempo!?" (Isso que terminava 13h).
Marco o cartão, vou embora como se tivesse saído de uma pelada de 4h de duração. Cansado e sem vontade nenhuma de conferir questão, vou pra casa descansar...

O sonho de ir pra uma faculdade nunca morre, agora a vontade de estudar física é que tá com o pé na cova.