segunda-feira, dezembro 26, 2005

Posso Ajudar?

Acho que meu futuro profissional será como atendente de loja. Já até me acostumei com senhoras vindo em minha direção e perguntando: "Vocês vão abrir amanhã?". E eu: "Oi, minha senhora? Desculpa, eu não trabalho aqui". Será minha roupa? Bom, quando se está com o uniforme do colégio é mais compreensível, aquela vestimenta com um logotipo minúsculo da escola pode confundir. Ainda mais quando os funcionários da loja também vestem com a mesma cor. Mas mesmo não estando, elas confundem. Não sei, talvez eu aparento pela idade um rapaz de loja, quando na verdade eu só estava olhando por algum biscoito pra devorar quando chegar em casa.
-Meu filho, quanto que tá a carne?
-Não sei, eu não trabalho aqui, mas você pode perguntar pra aquele rapaz ali.
-É que não estou enxergando esse preço aqui.
-Ah, deixa eu ver. Tá sete... 7,75.
-Muito obrigada meu filho, gostei da obra nova que fizeram, vocês estão de parabéns!
-Ah, mas eu... É, ficou muito boa.

*

Queria saber o que é Alex Cohen, com seu novo cd Declaração. Existem uns trocentos outdoors com a propaganda desse anônimo cantor. O cara mais parece um dos integrantes do Bruno e Marrone!
Deve ser um genérico do Maurício Mattar. Aliás, por onde anda Maurício Mattar com sua carreira musical? E o Marcelo Augusto?

segunda-feira, dezembro 19, 2005

É isso aí...

É isso aí. Essa frase é a mais veiculada das últimas semanas. A cada estação de rádio, a cada loja de discos, a cada festa no vizinho, você escuta essas malditas palavras. Ainda mais quando ela é cantada pela Ana Carolina, que puxa o “í” com sua voz grave, torna-se mais irritante. Entro num estabelecimento e me dirijo para a parte de discos, está lá Seu Jorge e Ana Carolina. Olho para a Tv, está lá Seu Jorge e Ana Carolina tocando. Não sei bem, a gravadora pagou tanto para as lojas tocarem que elas não querem mais saber de outras músicas. A música, regravação de The Blower’s Daughter, do Damien Rice, tem partes da letra idênticas a da versão original, uma tradução literalmente. Engraçado, como uma jogada de marketing, uma reunião de dois famosos artistas contemporâneos fez uma música como essa num fenômeno natalino. Você, que lê esse texto agora, tem grandes chances de ganhar um cd ou dvd dessa dupla nesse período. Não estou brincando, tenho provas. Ah, talvez ganhe o 2 Filhos de Francisco.


Seu Jorge: Novo visual e reconhecimento na Europa.

Muitos podem dizer que Seu Jorge se vendeu. Talvez não chegue a tanto. O fato é que dois artistas medianos se juntaram e fizeram um disco ao vivo sem um pinguinho de nada a acrescentar. E é um fenômeno de vendas. Logo estarão no Faustão recebendo um disco de diamante, ouro, bronze ou seja qual for o material feito. Nunca fui fã de Ana Carolina, agora menos ainda. Seu Jorge tem minha simpatia, apesar de falar mal do Rio de Janeiro (fato que não muda opinião quanto às músicas). Os dois souberam a hora certa de unir-se e gravar uma música já conhecida por alguns e garantia de algum sucesso (obstruindo o sucesso da mesma música gravada pela Simone, só que na versão da Zélia Duncan, coincidentemente lançadas ao mesmo tempo).


Ana Carolina: regravando sucesso de fora outra vez.

Que encham o bolso de dinheiro, mas, por favor, não irritem o ouvido alheio.