É isso aí...
É isso aí. Essa frase é a mais veiculada das últimas semanas. A cada estação de rádio, a cada loja de discos, a cada festa no vizinho, você escuta essas malditas palavras. Ainda mais quando ela é cantada pela Ana Carolina, que puxa o “í” com sua voz grave, torna-se mais irritante. Entro num estabelecimento e me dirijo para a parte de discos, está lá Seu Jorge e Ana Carolina. Olho para a Tv, está lá Seu Jorge e Ana Carolina tocando. Não sei bem, a gravadora pagou tanto para as lojas tocarem que elas não querem mais saber de outras músicas. A música, regravação de The Blower’s Daughter, do Damien Rice, tem partes da letra idênticas a da versão original, uma tradução literalmente. Engraçado, como uma jogada de marketing, uma reunião de dois famosos artistas contemporâneos fez uma música como essa num fenômeno natalino. Você, que lê esse texto agora, tem grandes chances de ganhar um cd ou dvd dessa dupla nesse período. Não estou brincando, tenho provas. Ah, talvez ganhe o 2 Filhos de Francisco.

Seu Jorge: Novo visual e reconhecimento na Europa.
Muitos podem dizer que Seu Jorge se vendeu. Talvez não chegue a tanto. O fato é que dois artistas medianos se juntaram e fizeram um disco ao vivo sem um pinguinho de nada a acrescentar. E é um fenômeno de vendas. Logo estarão no Faustão recebendo um disco de diamante, ouro, bronze ou seja qual for o material feito. Nunca fui fã de Ana Carolina, agora menos ainda. Seu Jorge tem minha simpatia, apesar de falar mal do Rio de Janeiro (fato que não muda opinião quanto às músicas). Os dois souberam a hora certa de unir-se e gravar uma música já conhecida por alguns e garantia de algum sucesso (obstruindo o sucesso da mesma música gravada pela Simone, só que na versão da Zélia Duncan, coincidentemente lançadas ao mesmo tempo).

Ana Carolina: regravando sucesso de fora outra vez.
Que encham o bolso de dinheiro, mas, por favor, não irritem o ouvido alheio.

Seu Jorge: Novo visual e reconhecimento na Europa.
Muitos podem dizer que Seu Jorge se vendeu. Talvez não chegue a tanto. O fato é que dois artistas medianos se juntaram e fizeram um disco ao vivo sem um pinguinho de nada a acrescentar. E é um fenômeno de vendas. Logo estarão no Faustão recebendo um disco de diamante, ouro, bronze ou seja qual for o material feito. Nunca fui fã de Ana Carolina, agora menos ainda. Seu Jorge tem minha simpatia, apesar de falar mal do Rio de Janeiro (fato que não muda opinião quanto às músicas). Os dois souberam a hora certa de unir-se e gravar uma música já conhecida por alguns e garantia de algum sucesso (obstruindo o sucesso da mesma música gravada pela Simone, só que na versão da Zélia Duncan, coincidentemente lançadas ao mesmo tempo).

Ana Carolina: regravando sucesso de fora outra vez.
Que encham o bolso de dinheiro, mas, por favor, não irritem o ouvido alheio.


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