domingo, abril 30, 2006

Tá ruim mas vai piorar!

Aquelas camisas afirmando "O vestibular é um inferno" traduzem bem onde estou vivendo metaforicamente nesses últimos meses. Provas, provar que é o melhor, e para tal tendo que fazer isso para si mesmo primeiro, o que às vezes não é tão fácil assim. Somos bombardeados com tantas informações, tão diferentes entre si, que fico com medo de levar um choque térmico de conteúdo quando me deparo com Química logo depois de uma aula de Geografia.
Tudo é contra você: a preguiça, o cansaço, o relógio, as aulas extras. Desde já somos induzidos a querer superar o colega do lado, a pensar só no próprio umbigo, o qual deseja entrar numa universidade. Tudo até aqui parece uma brincadeira, uma brincadeira de brincar de virar adulto, de curtir a vida na faculdade. Olhando por outro lado, vemos que essa brincadeira é a salvação, ou melhor, a esperança de uma salvação para muitas pessoas. Essas pessoas, trabalhadores, desempregados, não têm as regalias dos patricinhos das escolas particulares. Ralação. E nós continuamos reclamando. É do tempo, do corpo, da mente, da vida. É duro pensar na injustiça, talvez a mais dura desde os tempos das palmadas na bundinha que a vovó dava quando você pirraceava, no auge de sua quase uma década de vida. É duro. E sendo assim entramos, bem ou mal, no ínicio da vida adulta (de verdade...). E aí que a segregação começa a se acentuar. Os "crânios" vão para as universidades, empregos garantidos... Aquela zoação nos tempos de ginásio é finalmente revidada. Os que sempre ralaram no colégio vão ralar mais ainda, ralarão dentro da faculdade, lá fora no emprego e morrerão ralando por alguma coisa. E quem sempre empurrou com a barriga desde molequinho senti a diferença agora.
Agora é hora de fantasiar, como o Mickey no filme, até o dia das aulas universitárias, porque será essa fantasia o combustível pra até o término das provas amarmos o que odiamos: Física.
E nas costas da camisa dizia "Ainda bem que existe o céu". Só uma perguntinha: onde fica mesmo?

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